A história narra as aventuras da família de Hilana, uma menina apaixonada por carnaval que, às vésperas do desfile do bloco do bairro, descobre que não poderá estampar a foto de Tia Ciata, a famosa matriarca do samba, na bandeira do grupo carnavalesco, porque a fotografia da matriarca sumiu (ou esqueceram de guardar?). Inspirada no mistério real em torno da imagem de Hilária Batista de Almeida (1854-1924), que no Rio de Janeiro se tornou figura central do marco das musicalidades e religiosidades negras ligadas à formação dos ranchos, da criação das escolas de samba e do primeiro samba gravado em disco “Pelo Telefone”. Hoje não sabemos ao certo como era o rosto de Tia Ciata, pois as fotos que circulam dizendo ser dela, na verdade, são de outras mulheres negras, que também tiveram suas histórias apagadas. Tia Ciata e o mistério da foto, com leveza e bom humor, aproxima o público de questões sobre valorização e defesa das memórias e das heranças negras na história do Brasil.
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