Descrição
A história escrita do homem, uma das primeiras e, talvez, a mais estrutural conquista da Antiguidade, começou há cerca de 5000 anos a.C.
Na longa passagem da caça para a agricultura, o ser humano conquistou outros domínios decisivos e imprescindíveis, como a domesticação de animais e a cultura de plantas alimentícias, que lhe garantiram uma capacidade de sobrevivência às forças indomáveis da natureza.
A partir daí, seus novos confrontos passaram a ser forças humanas contrárias que, também, buscavam afirmar sua existência na história.
A civilização egípcia, reconhecidamente rígida e conservadora, sobreviveu espeta- cularmente aos primeiros milênios e manteve sua tradição viva ao longo dos tempos.
Ao lado de sua escrita simbólica, o Medu-Netru, também conhecido como hieróglifos, os monumentos egípcios (pirâmides, templos e os túmulos), com suas belas pinturas, representam uma fonte riquissima do conhecimento na Antiguidade.
Os egipcios antigos herdaram dos homens pré-históricos que viveram no Periodo Neolitico a preocupação com o culto dos mortos. Mas, ao contrário do sombrio temor de seus antepassados, suas instituições, suas crenças e seus ideais artísticos revelam-nos um profundo sentido de continuidade.
Os túmulos egípcios, revestidos de hieróglifos e imagens simbólicas, investiam em uma vida eternamente feliz para os privilegiados merecedores de tais regalias, em especial para o poderoso faraó, a quem todos deveriam servir para sempre.
À serenidade de seu conceito de morte juntou-se uma espécie de julgamento, fundador de valores e crenças, que também herdamos, além da surpreendente capacidade de trabalho e planejamento, expressa tão magnificamente na qualidade técnica de sua monumental arquitetura e de sua arte.